Logo

Notícias

Somente duas empresas de grande porte trabalham com emergências de cargas perigosas no Brasil
Radio Itatiaia

Somente duas empresas de grande porte trabalham com emergências de cargas perigosas no Brasil

Com mais de 3.500 produtos tóxicos transportados por veículos pelas estradas brasileiras, o atendimento em caso de emergências com produtos químicos é feito por pouquíssimas empresas especializadas. Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (FETCEMG), Sérgio Pedrosa, apenas duas empresas de grande porte atuam em todo território nacional. 

A Rádio Itatiaia faz parte de uma mobilização para criar uma lei que estabeleça regras de circulação desses veículos em Minas e agilize a liberação das vias em caso de acidentes.

Pedrosa ressalta que é um serviço difícil de ser prestado em razão da complexidade. “Temos no Brasil 3.500 produtos perigosos classificados e mais uns 500 não classificados. Ou seja, é complexo atender uma emergência de transporte de produtos perigosos. Pode ser gás, pode ser óleo, pode ser álcool, pode ser ácido. É uma variedade muito grande e pela experiência hoje no Brasil só existem duas empresas que vendem esse serviço, mas a gente sabe também que elas não estão capacitadas para prestar esse serviço de forma adequada”, alerta. 

Para Pedrosa, uma das saídas para agilizar o atendimento de emergência é garantir a divisão de responsabilidades entre os envolvidos: empresas de emergência, transportadores e os fabricantes. “Pode minimizar isso com uma definição clara da responsabilidade do fabricante do produto ou do comerciante do produto, não só do transportador”. 

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Juiz de Fora, José Herculano da Cruz, propõe como solução a criação de um programa de auxílio mútuo, como o que existe hoje na Zona da Mata. 

Empresas 

A reportagem da Itatiaia entrou com as grandes empresas para saber sobre a distribuição das bases e a dinâmica de atendimento, mas não obteve resposta. Já a Basiléia, empresa que atende em Belo Horizonte e Região Metropolitana, atendeu a reportagem. Iderval Caetano de Souza Basiléia, proprietário e coordenador técnico de emergência química da empresa, diz que é acionado assim que o acidente ocorre.  Ele ressalta que o trabalho depende da gravidade e das condições do acidente.

Deixe seu comentário

© Copyright 2017 Web Rádios. Todos os direitos reservados.